O WWF-UK (World Wild Funds do Reino Unido), organização internacionalmente reconhecida de preservação do meio ambiente, acaba de lançar um relatório de avaliação de marcas de luxo que está dando o que falar. Entre as empresas avaliadas estão a L’Oréal, Hermès, Tods, Tiffany & Co and Swatch. O relatório convoca celebridades a não promover ou aprovar produtos que destruam a natureza.
O relatório ainda chama a atenção para o fato de que muitos consumidores de artigos de luxo são parte de uma elite que está cada vez mais educada e preocupada com questões socioambientais. Estes consumidores usam produtos de luxo como símbolo de sucesso. A definição de sucesso e a forma como é precebido por outros está mudando. Cada vez mais, pessoas de sucesso querem que as marcas que usam reflitam suas preocupações e aspirações por um mundo melhor. Neste ponto, nós bem sabemos que o estilo pessoal de cada um está fortemente refletido nas nossas escolhas de compras e inclusive no nosso guarda-roupas e toucador. O fato vem acontecendo não somente no mercado ocidental, mas também nas populações de classe média-alta da Ásia, América Latina e Europa Oriental.
Anthony Kleanthous, Consultor Senior da WWF, disse: “Este relatório é uma chamada a ação para as marcas de topo no mundo para melhorar a maneira como eles conduzem seus negócios. Empresas de luxo têm que fazer muito mais para justificar o valor dos seus produtos num mundo de recursos restritos e cheio de desigualdades. Apesar de forte direcionamento comercial para maior sustentabilidade, marcas de luxo têm uma ação lenta em reconhecer suas responsabilidades e oportunidades. Nós convocamos a indústria do luxo a trazer a realidade uma nova definição de luxo, com valores mais profundos expressados através de excelência social e ambiental. Seus resultados e progressos em questões ambientais, sociais e diretrizes gerenciais deveriam ser compreensivamente medidos e divulgados.”
Nenhuma empresa obteve uma nota melhor que C+ (notas de A a F). A L’oréal veio no topo da lista e em décimo veio a Tod’s. Vergonhosamente, estes resultados estão abaixo dos resultados obtidos por várias outras marcas de produtos de consumo geral. Por outro lado, existem empresas que nesta área são um verdadeiro exemplo de como conduzir práticas de negócios, mas que não fizeram parte do relatório, como é o caso da bem conceituada empresa de cosméticos brasileira, a Natura Cosméticos. Esta é uma organização que vem fazendo um trabalho consistente há anos, e porisso tende a crescer ainda mais, em sucesso e reconhecimento internacional.
Leia o relatório completo, no website oficial: www.wwf.org.uk/deeperluxury
| Durante entrevista exclusiva ao Gazeta News, a maior expert brasileira no mercado da moda, além de premiada ano passado pela Revista Forbes como a mulher mais influente do Brasil nesta área, Glória Kalil fala sobre o mercado da moda brasileira enfrentando a globalização. Ela está à frente do seminário internacional “Fashion Marketing 2007”, já na sua segunda edição, a ser realizado em São Paulo no World Trade Center, dias 17 e 18 de Abril. O evento contará com a presença de figuras de destaque na área para debater o mercado de moda brasileiro: Vittorio Missoni e Margherita Missoni (Missoni, Italy), Fern Mallis (VP IMG Fashion / NYFW), Giovanni Bianco (diretor de arte da GB65responsável pela comunicação visual de Madonna, Nike, Missoni, D&G, Dsquared2, entre outras personalidades do |
A Camex – Camara de Comércio Exterior aprovou, em 25 de Abril passado, o aumento da tarifa de importação de calçados e vestuário no Brasil de 20% para a taxa máxima permitida pelo Mercosul de 35%. Esta medida veio em resposta às manifestações das indústrias de confecções e calçados realizadas mês passado em protesto à concorrência desleal dos produtos importados.
Para alguns, a medida veio tardia, pois é a primeira vez em seis anos que o governo brasileiro aumenta a Tarifa Externa Comum (TEC), e com isso várias empresas do setor já fecharam suas portas produzindo demissões em massa, mais de 100.000 funcionários somente ano passado. Segundo os especialistas, o maior vilão neste jogo ainda é a política cambial.
O Ministro da Fazenda, Guido Mantega garante que esta é apenas a primeira de uma série de mudanças planejadas para desonerar o setor. Considerando que este setor produtivo usa muita mão-de-obra, ele adianta que planeja inclusive reduzir os impostos sobre a folha de pagamento.
Vamos torcer para que esses bons ventos tragam ainda outras medidas necessárias a competitividade da indústria nacional.
Aqui nos Estados Unidos, os primeiros “trunk shows� ocorreram antes da II Guerra Mundial. Os fabricantes colocavam seus produtos em “trunks� e os levavam às lojas, onde os clientes habituais eram avisados com antecedência.
Nos anos cinquenta, essa forma de venda toma proporções mais formais devido ao fato dos designers americanos começarem a despontar no mundo da moda.
A partir dos setenta, com a alta competição dos designers europeus, os “trunk shows� tornaram-se muito populares no mundo fashion. Em alguns shows, o designer vinha pessoalmente trazendo suas mais recentes criações, o que tornara-se mais um atrativo para o evento.
Hoje em dia, o baú não é mais usado, e a presença do designer é opcional. O que permanece da idéia original é o intento de mostrar as novidades de um certo designer ou fabricante, que pode produzir desde jóias a roupas. Got it?